A Automação de Processos Robóticos (RPA) está crescendo rapidamente e transformando todos os segmentos corporativos e industriais à medida em que os gestores percebem a importância de investir nessas tecnologias para se manter competitivos.
Com o setor financeiro e bancário, isso não é diferente. Tais instituições estão aprendendo a respeito do uso de RPA combinado a tecnologias cognitivas para se tornarem mais ágeis e lucrativas. Essas soluções permitem que os sistemas informatizados processem e tomem decisões baseados em aprendizado adquirido com o comportamento humano.
Ou seja, é mais do que simplesmente automatizar procedimentos. Como exemplo, alguns bancos ao redor do mundo já usam tecnologias cognitivas para entregar soluções personalizadas e altamente inteligentes, ainda que de forma embrionária.
Alguns deles utilizam essa combinação de RPA e computação cognitiva para ajudar os funcionários a oferecer um atendimento mais rápido, resolutivo e de maior qualidade aos clientes. Simultaneamente estuda-se a implementação dessa tecnologia no atendimento direto ao público externo, também a partir de aprendizados obtidos com o relacionamento entre humanos.
Assim, dentre os maiores benefícios que essa combinação tecnológica pode oferecer aos bancos, vale citar o suporte mais embasado às tomadas de decisões, o aumento de eficiência operacional e o fornecimento de insights e serviços personalizados para indivíduos e empresas.
Como exemplo, a automação tem o potencial de conhecer melhor os clientes, seu perfil de investimento e preocupações diárias, ajudando a criar soluções mais atrativas. Também com base no aprendizado cognitivo de um determinado setor de mercado, esse sistema pode ajudar o banco a oferecer produtos a clientes em prospecção mas com grande perspectiva de crescimento.
Para um futuro um pouco mais distante, o que se discute é o uso de tais tecnologias para identificar e entender o impacto de determinadas notícias, relatórios e até postagens em mídias sociais no mercado financeiro.
Ou seja, espera-se que as máquinas consigam traduzir palavras em reações e percepções humanas e de que forma governos e indústrias devem reagir, tal como fazem os analistas financeiros atuais.
Afinal, um dos propósitos da computação cognitiva é garantir um entendimento do contexto, de forma que o Processamento de Linguagem Natural (PLN) consiga promover um julgamento das informações que lhe são disponibilizadas.
Vale falarmos, também, que apesar desse tema ser altamente tecnológico, qualquer instituição, financeira ou não, que promova esses investimentos não pode deixar de se preocupar com o público interno. Tudo o que citamos aqui demanda muita mudança e inovação, portanto é preciso que as pessoas estejam engajadas tecnologicamente, e que esses temas sejam parte da cultura organizacional.
Sabe-se que muitos bancos ainda são altamente tradicionais, principalmente no Brasil, portanto, um alinhamento com os departamentos de Recursos Humanos e Comunicação Institucional se faz necessário. Ou seja, invista em tecnologias, mas não se esqueça das pessoas, pois só elas é que podem tornar isso tudo possível.
De fato, nos últimos anos temos visto a chegada de bancos digitais e fintechs que nasceram no ambiente tecnológico. Tais empresas despontam entre as preferidas do público – seja pessoa física ou jurídica – e apresentam crescimentos anuais exponenciais.
Além disso, com a ocorrência da pandemia de Covid-19, muitas instituições de diversos mercados estão percebendo que aquelas que já haviam embarcado nos principais movimentos tecnológicos obtiveram melhores respostas do mercado nesse momento de crise.
A tecnologia cognitiva ainda é incipiente no Brasil, mas muito em breve será uma realidade que não poderá ser ignorada.
Por fim, muitas das coisas ditas até aqui parecem ficção, mas já estão ocorrendo a uma velocidade considerável. Portanto é preciso que aquelas empresas que têm o interesse em acompanhar e não ficar de fora dessas mudanças iniciem o quanto antes o processo interno de entendimento de RPA e computação cognitiva, bem como os benefícios que podem ser conquistados.
Certamente é um processo que envolve muitos departamentos internos e profissionais de altíssima capacidade, porém é fundamental para não perder valor competitivo, especialmente entre bancos e instituições financeiras.



